POESIA · CANÇÃO · MEMÓRIA · DIÁSPORA
Cancioneiro
Glocal
Jamile do Carmo & João Araújo
Um ponto de encontro geopoético entre o global e o local.
O PROJETO
Introdução
Apresentamos aqui, num tom de trova contemporânea, o Cancioneiro Glocal, um ponto de encontro geopoético entre o global e o local. Trata-se de um projeto da autora, artista visual e compositora Jamile do Carmo, contando com a importante participação do poeta, compositor e músico João Araújo, reunindo poemas-canções de ambos. Este criativo experimento, envolvendo ideias sobre memória, tempo, espaço e escritura, convida-nos a refletir sobre Brasis que aos poucos vêm formando-se e transformando-se em outros contextos.
O nome Cancioneiro Glocal inspira-se parodicamente no Cancioneiro Geral, de Garcia de Rezende (1470-1536), que no ano de 1516 assinala um importante período na língua portuguesa como primeira obra impressa neste idioma. Em plena época das grandes navegações, marca também assim a difusão lusófona mundo afora.
O nome Cancioneiro Glocal inspira-se parodicamente no Cancioneiro Geral, de Garcia de Rezende (1470-1536), que no ano de 1516 assinala um importante período na língua portuguesa como primeira obra impressa neste idioma. Em plena época das grandes navegações, marca também assim a difusão lusófona mundo afora.
“Das caravelas que foram, agora são os aviões que vêm.”
Baseando-se nesta ideia diaspórica, em seus aspectos positivos e negativos, o Cancioneiro Glocal cria um paralelo simbólico a partir do atual fenômeno de mobilidades do mundo globalizado. De acordo com o jargão adotado nesta obra: “Das caravelas que foram, agora são os aviões que vêm”, abre-se um imaginário a novas paisagens, outras territorialidades a dar-se pelos “contatos glocais” envolvendo espaços (o lá e o cá), tempos (passado e presente), seus sujeitos (o eu e o outro) e a escritura da história, simbolizada pela pena que se funde às imagens. Elementos que em palavras e formas se intercruzam propondo, ludicamente, releituras crítico-reflexivas e reconstruções de sentidos.
Com muita leveza e profundidade, os poemas-canções performatizam sentimentos mistos daqueles que partem, metaforizando não só o que é deixado para trás, como também as vozes e presenças silenciadas, invisibilizadas em nome de uma hegemonia.
Com muita leveza e profundidade, os poemas-canções performatizam sentimentos mistos daqueles que partem, metaforizando não só o que é deixado para trás, como também as vozes e presenças silenciadas, invisibilizadas em nome de uma hegemonia.
Este trabalho tem assim por objetivo proporcionar uma nova cartografia geopoética a partir das produções de seus agentes diaspóricos, incentivando uma plataforma não apenas musical-literária, como também criando novos referenciais quanto ao (re)pensar o Brasil em suas diversidades e dinâmicas. É o fazer valer das vozes nos novos contextos móveis, pois todas elas contam e cantam, da mesma forma que recontando vai-se encantando, dando contornos a novas realidades transnacionais.
O Cancioneiro Glocal é parte do projeto Texto-Vivo, pelo qual se explora uma percepção de mundo através das diversidades da língua portuguesa e as alteridades que, direta ou indiretamente, nela se mesclam, fomentando-se práticas interculturais e novos conceitos de territorialidades, bem como buscando fortalecer o português (em suas variedades) como língua de cultura e de ciência.
Jamile do Carmo
O Cancioneiro Glocal é parte do projeto Texto-Vivo, pelo qual se explora uma percepção de mundo através das diversidades da língua portuguesa e as alteridades que, direta ou indiretamente, nela se mesclam, fomentando-se práticas interculturais e novos conceitos de territorialidades, bem como buscando fortalecer o português (em suas variedades) como língua de cultura e de ciência.
Jamile do Carmo
EM VÍDEO
Apresentação do projeto
Vídeo originalmente destacado na página do Cancioneiro Glocal.
ARQUIVO AUDIOVISUAL
Performances e apresentações
PERFORMANCE01
PERFORMANCE02
PERFORMANCE03
PERFORMANCE04
PERFORMANCE05
PERFORMANCE06
REGISTROS
Em cena
Cancioneiro Glocal
Projeto de Jamile do Carmo com a participação de João Araújo, reunindo poemas-canções e uma cartografia geopoética entre memória, mobilidade e língua portuguesa.